Esta quarta-feira, 07/04, é um dia especial porque comemora o dia mundial da saúde, ocasião em que todos os brasileiros devem promover e participar de uma grande mobilização na luta contra os principais problemas de saúde que afligem nosso povo.
Estamos acostumados a exigir e cobrar das autoridades públicas ações preventivas e de controle das grandes epidemias atuais: AIDS, dengue, gripe A, só para citar algumas, contudo devemos concentrar nossos esforços em ampliar ao máximo a participação da sociedade na luta contra as principais causas de adoecer e morrer no Brasil.
São inúmeras as experiências positivas ou negativas que comprovam ser indispensável o envolvimento dos indivíduos no combate as epidemias, como por exemplo, é o caso do combate à epidemia de AIDS. A participação maciça de brasileiros comprometidos em organizações não governamentais foi importante para os avanços da política pública nesta área. Essas ONGS, como são chamadas, com uma atuação expressiva, pressionam, reivindicam, indicam e formulam questões para o Estado e estimulam a ampliação da participação de cada pessoa e de toda a sociedade.
Por outro lado e em sentido negativo temos a DENGUE, o principal problema de saúde pública em todo mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue a cada ano.
No Brasil não é diferente, todos os anos convivemos com a epidemia desta doença, que tem se tornado cada vez mais ameaçadora. Em 2010, o número de casos registrados mais do que dobrou em relação a igual período de 2009. Variam os locais atingidos, mas quase a totalidade de nossos municípios foram infestados pelo mosquito, e permanece praticamente inalterado o quadro epidêmico. As autoridades federais sempre muito criticadas pelo descaso com que lidam com a situação, na maioria das vezes com razão, preocuparam-se, desde 2007, em tomar iniciativas prévias ao crescimento da incidência da doença, na perspectiva de que as freqüentes falhas no enfrentamento da dengue fossem afinal superadas.
Contudo, todo esforço empreendido para o combate do mosquito transmissor da dengue tem esbarrado na falta de uma maior adesão de grande parte dos cidadãos brasileiros a essa luta. O certo é os brasileiros ainda não acordaram para a adoção de medidas extremamente simples, como a de cuidar de suas propriedades, não jogar lixo em lugares inadequados, não deixar lotes abandonados, entre outras que impeçam o crescimento do mosquito vetor.
Quanto a retomada da epidemia da Gripe A, a probabilidade deste mal continuar matando pessoas é ainda maior se não tomarmos cuidados básicos com a higiene pessoal, como lavar as mãos com freqüência, não compartilhar objetos pessoais, cobrir o rosto ao espirrar ou tossir.
Outras doenças que não são transmissíveis também devem ser o foco de todos os brasileiros, através de uma consciência de dever cívico. A OBESIDADE é uma das mais assustadoras, estando diretamente associada ao enorme crescimento dos casos de diabetes e aos recordes de mortes por causas cardiovasculares. São mais de 70 milhões de brasileiros acima do peso, do que a solução é a prevenção pela adoção de dois hábitos: uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.
Estes são apenas alguns exemplos citados por Bispo Gê e que ilustraram como é imprescindível o envolvimento de cada brasileiro na solução de seus problemas de saúde e da saúde da sociedade.
“Creio que a responsabilidade pelo combate às epidemias é um dever do Estado, que não deve dispor desse dever e repassá-lo à sociedade. Contudo, considero ser mais do que um direito da sociedade ser co-responsável por todos esses cuidados. Além do direito de fiscalizar e controlar o que o Estado faz, cada cidadão brasileiro tem o dever de cumprir sua parcela de responsabilidade para reverter a difícil situação de saúde de nosso País” afirmou Bispo Gê que finalizou: “esta é uma tarefa autônoma, independente, de interesse da sociedade e fruto de uma tomada de consciência e mudança atitude de cada um de nós”.
Daniela Almeida
Assessoria de Imprensa